2010/11/29

Inacreditável? Que vergonha! Isto não é TELEVISÃO...

é miséria económica e humana.


Vergonha

Chama-se "Agora é que conta", passa na TVI" e é apresentado por Fátima
Lopes. O programa começa com dezenas de pessoas a agitar uns papéis.
Os papéis são contas por pagar. Reparações em casa, prestações do
carro, contas da electricidade ou de telefone. A maioria dos
concorrentes parece ter, por o que diz, muito pouca folga financeira.
E a simpática Fátima, sempre pronta a ajudar em troca de umas figuras mais ou menos patéticas para o País poder acompanhar, presta-se a pagar duzentos ou trezentos euros de dívida. "Nos tempos que correm", como diz a apresentadora - e "os tempos que correm" quer sempre dizer crise -, a coisa sabe bem. No entretenimento televisivo, o grotesco é quase sempre transvestido de boas intenções.

Os concorrentes prestam-se a dar comida à boca a familiares enquanto a cadeira onde estão sentados agita, rebolam no chão dentro de espumas enormes ou tentam apanhar bolas de ping-pong no ar. Apesar da indigência absoluta do programa, nada disto é novo. O que é realmente
novo são as contas por pagar transformadas num concurso "divertido".

Ao ver aquela triste imagem e a forma como as televisões conseguem transformar a tristeza em entretenimento, não consigo deixar de sentir que esta é a "beleza" do Capitalismo: tudo se vende, até as pequenas desgraças quotidianas de quem não consegue comprar o que se vende.

Houve um tempo em que gente corajosa se juntava para lutar por uma vida melhor e combater quem os queria na miséria. E ainda há muitos que não desistiram. Mas a televisão conseguiu de uma forma extraordinariamente eficaz o que os séculos de repressão nem sonharam:
pôr a maioria a entreter-se com a sua própria desgraça. E o canal ainda ganha uns cobres com isso. Diz-se que esta caixa mudou o Mundo. Sim: consegue pôr tudo a render. Até as consequências da maior crise em muitas décadas.

Entretanto a apresentadora recebe 40.000€ por mês. Foi este o valor da transferência da SIC para a TVI. Uma proposta irrecusável segundo palavras da própria.



2010/11/28

No minimo necessito de "férias" de 80 anos

Meus amigos… esta minha distância, a que todos seguidores em meus blogues, se aperceberam, deve-se ao facto, de mais uma vez, me confrontar com o meu patrão que é a morte! Mais uma vez, infelizmente, tive de me opor ao facto de minhas férias terem de serem prolongadas por até aos 80 anos, no mínimo! A doença me retirou do computador por algum tempo e através de fármacos, que são minha arma de defesa - meus advogados e juízes - luto contra a doença para que assim possa ficar por mais uns tempos de férias, pois a “Vida foram umas férias que a morte me deu”.
Voltei, mas segundo os médicos não poderei mais fazer o que estava acontecendo! Fechado muito tempo em meu aposento destrói-me.


O ar que respiramos


Um adulto respira, em média, mais de 15m3 de ar por dia, sendo que em 90% dos casos, a respiração dá-se em ambientes fechados (escritórios, casa, transporte público, restaurantes, etc…), assim, podem-se introduzir no organismo mais de 500 substâncias químicas diferentes que, apesar de serem invisíveis no ar que respiramos, podem afectar os nossos pulmões.
Os pulmões dispõem de diferentes mecanismos para limpar as impurezas que respiramos, assim como as substâncias que se acumulam. Contudo, diferentes causas podem afectar esta função:


1º CLIMATIZAÇÃO
2º STRESS
3º FRIO
4º TABACO
5º CONTAMINAÇÃO ATMOSFÉRICA
6º HUMIDADE
7º ANIMAIS DE ESTIMAÇÃO
8º PRODUTOS QUÍMICOS DE USO DOMÉSTICO

Contudo, a recomendação médica, no meu caso, que foi uma infecção nos pulmões, não posso ficar fechado dentro dos aposentos como tem acontecido. Tenho de fazer a vida mais na rua para usufruir de melhor qualidade vida e assim ter de adquirir defesas que me livrem do vírus que provoca a “Pneumonia”.
Faz hoje 57 anos que minha mãe me pôs ao mundo e vi a luz do dia.

2010/11/16

Um pobre quer pagar a divida de outro!



Timor Leste, um país inserido nos países do terceiro mundo, devido ao facto da existência de muita gente vivendo na miséria, vem, através de Ramos Horta, dizer que quer ajudar Portugal a vencer a crise e que para isso estão dispostos a colaborarem no pagamento da divida externa portuguesa.
Por sua vez, o Presidente da Republica Portuguesa (Aníbal Cavaco Silva) revelou não ficar surpreendido com esta atitude por parte de Timor Leste!
Como é que um país, pequeno, onde o desemprego ultrapassa os 60%, onde mais de metade dos jovens se querem estudar vão estudar em Timor Indonésio, pode pagar parte de dividas de um país que todos os anos tem gente, por todos os lugares, pedindo apoios de géneros alimentares e roupas para matar a fome nos países que eram colonizados por Portugal! E um deles, é timor.

O petróleo dá para muito, mas não dá para nada!
Nos países onde há petróleo é onde existe mais miséria. Mas como é que este país pode contribuir na divida de outro? Deveria era aproveitar esse capital, que segundo os governantes declararam, (Em declarações à Lusa, Manuel Tilman, do partido Kota, disse concordar inteiramente com as palavras do Presidente da República, acerca da possibilidade de Timor-Leste ajudar Portugal, comprando títulos da sua dívida pública.

"Nós podemos comprar dívida de Portugal, calculando cinco dos dez por cento que a Lei do Fundo Petrolífero permite. Temos 90 por cento obrigatoriamente aplicados em obrigações do tesouro norte-americano, mas 10 por cento podem ser aplicados noutros ativos, como ações, ou obrigações noutras moedas como o Euro", disse).

Como vêem, encontra-se depositado em dolares em obrigações de tesouro na Banca Americana...! quem sabe... como suporte da economia Timorense! Esse capital deveria servir para apostar nas suas gentes, e retira-los da miséria! Só que... isto seria "Anti-capitalismo". Deus!!! "eu queria ser selvagem!".

Se Portugal está endividado, isso se deve aos que vivem em alta luxúria, corruptos, e que, a maioria dos culpados, são políticos.


Leia neste blog "Timor Leste, a ilha das trevas" e ainda "Timor... a morte de um lider".


Veja também os Link's.

http://www.google.com/hostednews/epa/article/ALeqM5ihvktqXxqcVtNLgO_i5jak2yOZaA?docId=11771151

http://www.google.com/hostednews/epa/article/ALeqM5hXuIC0uFj-iXgKnbu-vbBhZTp97w?docId=11776769

2010/11/10

José Rodrigues dos Santos... O meu favorito.

O jornalista e escritor, que entre ficção e ensaios já vendeu mais de um milhão de livros, têm um novo romance, intitulado O Anjo Branco, uma história inspirada na vida do seu pai.
O Anjo Branco conta a história de um médico que cria um Serviço Médico Aéreo no distrito de Tete, em Moçambique. Um dia, no decurso do seu trabalho, o médico entra numa aldeia e vê o que não deveria ter visto. Este é o ponto de partida do romance, que é de facto inspirado na vida do seu pai. Mas O Anjo Branco conta sobretudo a história dos portugueses em África e da vida durante a guerra colonial.
Depois do oitavo romance é que lança este ultimo, apesar de o iniciar em 2004, só agora é que o conseguiu concluir, sobretudo porque só o ano passado é que conheceu uma testemunha que entrou com seu pai naquela aldeia. Sem ele não poderia ter reconstituído os acontecimentos.
O processo de investigação foi feito sobretudo através de conversas com pessoas que viveram naquele tempo. A sua ideia era recuperar a memória viva da presença portuguesa em África, com todas as suas grandezas e misérias. Sempre lhe pareceu que faltava um grande romance sobre os portugueses em África. Os livros existentes eram ideologicamente dirigidos ou então bacocamente saudosistas. Procurou, então, escrever um romance descomplexado, que fala sobre o bom e o mau e mostra o que realmente aconteceu no Ultramar e a vida que lá existia, com todas as suas contradições.
Teve de regressar a Moçambique (Maputo), á 35 ano que de lá saíra. Foi uma espécie de viagem no tempo. Visitou os lugares onde viveu na sua infância, um lugar repleto de fantasmas aprisionados no tempo. Foi, segundo ele, muito interessante, porque cada canto ocultava uma história de sua infância.
A memória que tem sobre o seu pai enquanto “Anjo Branco” foi por ter voado com ele no seu avião do Serviço Médico Aéreo, mas na altura era muito novo, saiu de Tete com oito anos de idade e nunca teve a noção do que via e vivia. Para ele tudo aquilo era natural.
Este jornalista e escritor acorda cedo e começa logo a escrever, mas escreve por gosto, não por obrigação. Acredita que só pode transmitir prazer aos leitores o escritor que escreve com prazer. Se para o escritor a escrita for um suplício, a leitura também o será.
O seu primeiro livro foi o romance “A Ilha das Trevas”. Quando o acabou sentiu vontade de voltar a escrever ficção, o que o surpreendeu. Nunca se imaginaria como um romancista.
Quando lhe perguntão qual é a sua profissão nunca responde que é romancista, responde que é Jornalista. Acha presunção responder “escritor”. Ambas as actividades o realizam de maneiras complementares. E para alem de Jornalista e escritor, é também professor universitário. A ideia de escrever um romance pode surgir no meio de uma conversa, enquanto se lê um jornal ou no decurso de um passeio. Não há uma regra. As ideias surgem quando decidem, não quando quer. Tem-se apenas de reconhecê-las, agarrá-las e desenvolvê-las.
Quando lhe perguntam o que significa para ele ser o escritor português com mais livros vendidos, diz que não escreve para si, escreve para as pessoas. Procura fazer romances interessantes, que agarrem os leitores através de uma história atraente e de uma escrita límpida, daquelas em que a certa altura nem vemos as palavras, mas as situações recriadas nos romances.

(Percorra o seu lado esquerdo e encontre a foto deste jornalista... Clique lá)

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Biografia

José Rodrigues dos Santos nasceu em 1964 em Moçambique. Abraçou o jornalismo em 1981, na Rádio Macau, tendo trabalhado posteriormente na BBC e sido colaborador permanente da CNN. Doutorado em Ciências da Comunicação, actualmente é também professor na Universidade Nova de Lisboa e Jornalista na RTP. Como repórter fez a cobertura de várias guerras em todo o mundo, nomeadamente Angola, Timor Leste, África do Sul, Iraque, Bósnia, e Sérvia. Trata-se de um dos mais premiados jornalistas portugueses, galardoado com dois prémios do Clube Português de Imprensa e três da CNN, entre outros. É autor dos romances A Ilha das Trevas, A Filha do Capitão, O Codex 632, A Fórmula de Deus, O Sétimo Selo, A Vida num Sopro, Fúria Divina e O Anjo Branco. Os direitos de tradução das suas obras estão vendidos para Itália, Alemanha, EUA, Estónia, Polónia, Rússia, Hungria, Tailândia, Roménia, Espanha, Bulgária, República-Checa, Grécia, Brasil e Holanda.

2010/11/08

Sócrates e Hu Jintao assinam acordos institucionais

Barack Obama ultrapassado por Hu Jintiao
O Presidente da República Popular da China, Hu Jintao, e o primeiro-ministro português, José Sócrates, presidem hoje a uma cerimónia em que Lisboa e Pequim estabelecem três acordos de carácter institucional ao nível bilateral. Os dois países vão ainda assinar diversos acordos de âmbito empresarial nas áreas da energia, alimentação, banca e indústria transformadora.

Os acordos assinados entre Hu Jintao e José Sócrates, no Palácio das Necessidades, deverão incluir a compra de produtos portugueses, como o vinho e o azeite.
Lisboa e Pequim preparam-se para assinar, a nível institucional, uma declaração, no âmbito da Parceria Estratégica luso-chinesa, visando o reforço da cooperação económica entre ambos os países e um acordo no domínio do turismo.
Outro instrumento de carácter institucional a assinar entre os dois países será um programa executivo de cooperação para 2011-2013, que abrande um programa de cooperação nos domínios da cultura, língua, educação, ensino superior, ciência e tecnologia e desporto.

No plano económico e financeiro, o Governo chinês já revelou que está a ponderar a compra da dívida pública portuguesa, uma possibilidade admitida pela vice-ministra dos Negócios Estrangeiros, Fu Ying que acrescentou, na altura, que “a situação económica e financeira em Portugal tem sido sempre o centro das nossas atenções”.
Nesta visita de dois dias a Portugal, o Presidente chinês vem acompanhado de diversos membros do Executivo de Pequim e de uma comitiva de 50 empresários.
No segundo e último dia da sua visita a Lisboa, e antes do encontro com José Sócrates, Hu Jintao esteve reunido com a comunidade chinesa e com estudantes chineses residentes em Portugal.
Não é para admirar estes relacionamentos com um governo que não respeita os direitos humanos! Já aconteceu, não à muito, este primeiro-ministro, receber um outro governante que o tenho como sendo, também, um criminoso (Muammar al-Gaddafi) da Líbia.
Em relação á china, todos sabemos que o interesse não é comprar parte das dívidas portuguesa sem haver uma boa contrapartida! O interesse do governo chinês é entrar nas grandes empresas e banca portuguesa com a finalidade de, assim, ser muito mais fácil de entrar nos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOPs).
A China tem vivido com os olhos expostos nos países que estejam á beira da banca rota ou, que estejam prestes a ser governados pelo FMI. Nunca foi tão fácil, para o governo chinês, negociar com Portugal como no dia de hoje. Hu Jintão não perde tempo em se apoderar destes países, ultrapassando os americanos (USA) como potencia!

2010/11/04

UMA NOVELA EM DOIS DIAS


Nos dias 2 e 3 deste mês (Novembro) foi visto através do canal 2 da RTP (Rádio Televisão Portuguesa) uma novela de comédia. As personagens estiveram muito bem, mas também, pelo que sei, andaram quase um mês a ensaiarem. O principal actor era o bem conhecido José Sócrates primeiro-ministro. Seguiu-se os seus ministros, e em segundo estavam os deputados. Foi uma comédia como nunca me lembra ter visto dentro daquele hemiciclo! Julguei que, pessoas que andaram a estudar, com cursos superiores, tivessem mais educação, focem mais humildes, mas enganei-me, foi uma vergonha! É este o exemplo que querem dar aos seus filhos e a todos os concidadãos? Falarem uns para os outros com arrogância!?
Logo que se deu inicio, naquele hemiciclo ao debate do OE (Orçamento de Estado), já todos nós sabia-mos qual era o desfecho, então eu pergunto: -Porque fazerem tanta algazarra se todos nós já sabíamos que o desfecho seria “o PSD abster-se e os outros partidos chumbarem o OE!”. Bem, já sei, é da praxe! Mas praxe ou não praxe, da forma que decorreu aquela novela, foi do mais vergonhoso que já vi neste país democrático! Será que para se apertar o cinto aos portugueses, criarem-lhes medidas de austeridade, é preciso organizar-se uma novela comediante? Sinceramente… estes políticos enlouqueceram! Devem terem sido contaminados com o vírus das vacas loucas, pois a forma que procederam naquela novela, só podem mesmo estarem loucos! E o Zé-povinho, Zé votante, Zé pagante, a pagar para estes protagonistas fazerem uma novela, de tão má qualidade, que no fundo o resultado foi o que já se sabia… 2011, o povo com menos poder de compra!
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O fim que ninguém viu nesta novela: “No bar do hemiciclo deram as mãos uns aos outros, sorriram, por saberem que tinham dado um show aos portugueses, e todos juntos tomaram café”. Pode ter sido assim, não!?
Cada vez sinto mais a vontade de ser selvagem.

2010/11/01

As lições que nos chegam do Chile


"Operação Resgate dos Mineiros de S. José".


Este país vulgarmente dito da "América Latrina" deu várias lições ao mundo que convém não ignorar.
O Chile:
Saído do Pinochet, refez-se. Tem feito contas com a história.
Saído de um tremendo sismo e tsunami, refez-se. Sem choradinhos.
Agora a "Operação Resgate" onde se viu a braços com um salvamento nunca antes feito noutra parte do mundo. Sacar cá para fora 33 homens encurralados a 700 m de profundidade.
Vamos começar pela lição de amor aos seus mineiros, em contraste com os russos, por exemplo, no caso do submarino onde deixaram morrer mais de 100 marinheiros da forma mais vil.
Não esqueço uma mulher a ser injectada em plena demonstração de repulsa, pela forma como o governo desprezou os seus homens, pelo estúpido segredo militar.
Não esqueço os mineiros chineses que morrem como toupeiras encurraladas.
Não esqueço os mineiros portugueses que são esquecidos nas suas doenças.
A "Operação Resgate" teve um planeamento exemplar. Não anunciaram um salvamento para amanhã, para depois ser adiado para o próximo mês e para o próximo ano, como sucederia cá.
Não, foi anunciado para o Natal e antecipado dois meses. Brilhante! Na "Operação Resgate" não enriqueceu nenhum político. Nem mesmo vai acontecer nenhuma derrapagem financeira. A empresa mineira viu as suas contas congeladas para não se furtar às responsabilidades como pretendia fazer. A "Operação Resgate" foi de tal forma planeada que não se viu ninguém, atropelar ninguém. Todos sabiam perfeitamente bem... o que fazer. Engenharia perfeita como dizia a BBC. Todo o mundo irá beber na experiência e na lição Chilena. Todo o mundo está vergado. Na "Operação Resgate" os jornalistas estiveram sempre arredados da zona de trabalhos, com a sua bancada construída para o efeito, mais de 2000. Na "Operação Resgate" não se viram molhadas de polícias ou militares para conter a turba de familiares, jornalistas, curiosos e alcoviteiros. Na "Operação Resgate" nenhum chefe de bombeiros, médico, engenheiro, ou penetra... deu entrevistas idiotas para a televisão. Na "Operação Resgate de S. José" falou-se pouco e trabalhou-se muito e bem.
Na "Operação Resgate" nada foi deixado ao acaso. Tudo foi previsto, tudo foi calculado. O joelho só serviu para dobrar a perna e não como mesa de trabalho. O mundo está rendido à eficácia dos Chilenos. Deixem de dizer "América Latrina"

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