2010/01/16

Timor Leste, a ilha das trevas.



Desde muito novo, ao estudar, geografia, história mundial, antropologia e sociologia comecei a interessar-me muito por política e as formas de governação entre governos liberais e totalitários. Acompanhei os trágicos acontecimentos do Bloco do Leste, dos Estados Unidos da América no Vietname, a Guerra dos Seis Dias no Médio Oriente, a Guerra das Malvinas, a invasão do Kuwait pelo Iraque, etc. etc. E a estúpida descolonização das colónias portuguesas. Embora venha a falar, nesta minha crónica, de várias guerras (peste), vou-me dedicar mais ao problema de Timor-leste.
Li revistas e jornais, vi e ouvi rádio e televisão e desde o 25 de Abril de 1974 muito se falou e viu sobre Timor-Leste. Debates, entrevistas e relatos, acompanhei tudo desde que os portugueses abandonaram aquela colónia. Os órgãos de informação, governos e partidos políticos, que colaboraram no processo de descolonização, nunca falaram a verdade sobre a ocupação, pela Indonésia, de Timor-Leste. Na altura eu já tinha 22 anos de idade e acompanhei, com muito empenho, todo o desenrolar dessa retirada e ocupação. Os portugueses, enquanto ocupantes daquele território, pouco ou nada fizeram em prol do desenvolvimento. Era a colónia portuguesa mais desprezada por Portugal, chegando mesmo a ser tido como fazendo parte dos países do terceiro mundo! Quando saíram deixaram, ali, somente sete escolas. Logo após o 25 de Abril de 1974 surgiram, naquele território alguns movimentos políticos (três d’eles conhecidos por UDT – “União Democrática de Timor”, FRETILIM – “Frente Timorense de Libertação” e APODET – “Aliança Popular Democrática do Enclave Timorense”) que lutavam entre si a fim de ver quem é que sairia vencedor na conquista do poder político. Quando Portugal abandonou, aquele território, deixou-o entregue a uma carnificina de irmãos com irmãos, devido ao processo desastroso da descolonização, que os senhores detentores do poder em Portugal erraram em todos os aspectos e julgam-se uns heróis com a bandalheira a que expuseram todos aqueles que falavam a língua portuguesa. Enquanto ali se mantiveram, os portugueses, a Indonésia nunca se manifestou pelo facto de Portugal ser ocupante de metade dessa ilha.
No século 15, os portugueses e holandeses, ocuparam todo o império Malaio. Na década de 1930 os malaios, através de grandes lutas, conseguem escorraçar com o poderio holandês e português, e formam, assim, a éste as filipinas, a norte a Malásia, e a sul a Indonésia. Permitiram, então, que Portugal permanece-se numa pequena parte daquele território, em Timor-Leste, que faz parte de uma das ilhas da Sonda menor pertencente á Indonésia.
Depois do povo malaio, ter travado grandes lutas, contra a invasão estrangeira, finalmente a Holanda retirasse e reconhece, aquelas ilhas como Estados unidos da Indonésia. A ilha de Timor, metade estava ocupada por Portugal e os Indonésios, povo malaio, querendo manter bons relacionamentos com Portugal, permitiram que ali permanecesse-mos. Por altura da retirada dos portugueses e para satisfazer o desejo da maioria dos timorenses, a integração na indonésia, a finalidade era por termo á chacina que ali ocorria e reaverem a paz no pais do sol nascente,. Com o pedido e apoio da UDT, foi então integrado na Republica da Indonésia. A minoria dos habitantes, jovens rebeldes, daquela ilha, amigos do alheio, parasitas que nunca procuraram trabalho, deram origem ao desencadeamento de actos de vandalismo, destruindo montras, pilhando os haveres aos seus detentores, assassinando-os, incendiando carros, casas e quarteirões, semeando o terror, acabando assim com a estabilidade existente até então, com o protesto de que não queriam serem ocupados e exigiam a retirada da Indonésia.
A igreja Católica, para não perder a sua posição naquela Ilha, põe-se do lado da classe rebelde. Quando os agentes de segurança eram obrigados a intervir em defesa da população, humilde, trabalhadora e honesta que progrediam na vida com o fruto do seu trabalho, surgiam, então, confrontos onde esses agentes de segurança eram apedrejados e confrontados por esses rebeldes com armas artesanais com as quais não respeitavam nem poupavam e ceifavam a vida a homens, mulheres e crianças. Os soldados da paz viam-se obrigados a atirar contra essa rebelião provocando-lhes algumas baixas. Depois, como sempre, lá vinham mais uma vez, os da comunicação social portuguesa, falar das mortes feitas pelos Indonésios, mas nunca falavam nem mostravam as mortes e destruições de coisas, que esses marginais faziam em nome da Resistência Armada.
Falou-se várias vezes no massacre de Santa Cruz, mas nunca se falou o que é que esses jovens rebeldes, faziam que os levou a serem massacrados! Saqueavam, queimavam carros, casas e punham em perigo os bens e as vidas dos que contribuíam no processo de desenvolvimento e estabilidade. Essa onda rebelde, feita por uma classe de marginais, foi progredindo á medida que sentiam o apoio, injusto, por parte de Portugal, Comunicação Social e a Igreja Católica. Veio então o referendo, que consistia numa consulta popular sobre a independência ou integração na Indonésia. O voto foi maciço e a independência ganhou com a influência da religião católica. Antes e depois do resultado desse referendo, alguns adeptos da independência, os rebeldes, ameaçavam matar, pilhar e escorraçar com todos os que tinham os seus bens e que eram fruto de trabalho de uma vida, mesmo que fossem adeptos da independência ou integração na Indonésia. Qualquer um deles, era natural de Timor-Leste. Nasceram e criaram-se ali e com o fruto do seu trabalho tinham os seus bens materiais. Quando essas pessoas do bem se revoltaram, por estarem a serem vítimas da barbárie, chamaram-lhes de milícias apoiados pela Indonésia. Não..! Eram milícias sim! Homens que se organizaram para porem cobro á barbaridade e que não estavam dispostos a perderem os seus bens e a sua família. E eu pergunto: -de que lado deveria ficar os agentes de segurança? Dos bárbaros, terroristas ou do lado dos que levaram a vida a trabalhar e a colaborar no desenvolvimento da sua terra?
Voltava assim, após o referendo, a carnificina a Timor. Alguns dos refugiados que se encontravam nas montanhas, pertenceram aos rebeldes guerrilheiros, que após o 25 de Abril de 1974 lutavam para que a Indonésia sai-se de Timor. Agora, como já tivemos a oportunidade de ver em Televisão, já dizem que querem lá os portugueses, e que estes sempre os trataram bem. Agora dizem isto porque os portugueses já lá não têm nada e até esperam é que lhes dêem algumas coisas com que possam viver sem trabalhar. Foi sempre assim, em qualquer parte do mundo, os marginais, parasitas, amigos do alheio, tentam sempre destabilizar, impondo guerra para roubarem tudo, a quem o tem porque fez por isso! Isto é desumano! Depois quando não há nada para roubarem, para comerem e sentem-se incapazes de se governarem, voltam a chamar e a pedir protecção a esses que foram escorraçados e espoliados, que perderam famílias e uma vida de trabalho honesto. E o que é que poderemos chamar a esses insurrectos? Como é que pode haver, ainda, pessoas que dão crédito a terroristas, ladrões e selvagens? Mas é sempre ao lado desses animais selvagens que os nossos últimos governos e também a comunicação social sempre estiveram. (nota: estamos em 2002)
Como se sabe, numa guerra, reina sempre a injustiça. Uns, porque querem apoderarem-se de coisas que não lhes pertencem. Outros, porque aproveitam essa contenda para lhes venderem armamento, fomentando e apoiando cada vez mais essa situação. Mas a injustiça, numa guerra tem vários vertentes. Quando, no caso da ocupação de Timor pela indonésia, o único pais que apoiou essa ocupação como sendo a 27ª província, foi a Austrália. Quando o fez estava a pensar no petróleo. Mais tarde, quando viram que a pressão mundial contra a Indonésia estava a ser tão forte, mudaram de opinião e resolve ficar do lado de alguns injustos timorenses sempre com o interesse do petróleo.
Também, na semana a seguir ao referendo, como todos tivemos oportunidade de ver em televisão, alguns empresários portugueses, juntaram-se n’um jantar, na cidade do Porto, onde cada ofereceu, cinquenta mil escudos o que totalizou cinquenta milhões escudos que reverteriam em benefícios dos Timorenses. Uns destes empresários eram os, bem conhecidos, Belmiro de Azevedo – SONAE e o Rui Nabeiro – DELTA Cafés. Quem é que duvida, de que, estes empresários não deram “um chouriço com a intenção de lá irem buscar um porco?”. Uns já estão com os olhos no petróleo, como foi o caso d’um empresário da GALP, que esteve em conversações, com um dirigente da resistência Timorense. Outros estão, já, com os olhos expostos, nos supermercados, telecomunicações, ramo automóvel, café, etc. etc.. É sem sombra de dúvidas “A nova colonização”! Quando passarem mais uma meia dúzia de anos, e que esses investidores não resolveram os problemas económicos e sociais dos que não querem trabalhar lá se dará, novamente, o desencadeamento a mais uma onda de destruição, matando e pilhando tudo. E então, lá estarão novamente dando apoio a essa rebelião, as indústrias de armamento, a religião e a desonestidade por parte dos órgãos da comunicação social que nunca souberam serem imparciais, preferindo o lado dos errantes.
A verdade seja dita, se a Indonésia esteve como ocupante de Timor-Leste, foi porque os Timorenses, humildes e correctos, assim o desejaram por se sentirem abandonados por Portugal e sentindo falta de segurança que os livra-se da morte e da perca dos seus bens. Foi a própria UDT e a maioria dos civis honestos que pediram o apoio e integração na Indonésia, evitando assim a matança que se executava de irmãos com irmãos. Essa minoria de insurrectos, com a entrada da Indonésia, teve de se refugiarem nas montanhas, fazendo com que os verdadeiros patriotas Timorenses vivessem em paz, amor e progresso.
Neste momento, em que volto a escrever, já se passaram três semanas, desde o dia do referendo e é o segundo dia da entrada da tropa da INTERFET em Timor e já se depararam com alguns confrontos, “isto só para dizer que, após a retirada de toda a segurança internacional os confrontos voltarão”, que ninguém duvide! A INTERFET, os capacetes azuis e mesmo a formação de um governo, liderado pelos oportunistas, Xanana Gusmão, Ramos Horta ou Mari Akatiri, ninguém vai conseguir implantar, neste continente, formas governativas dos países ocidentais. Os AITARAK, que são timorenses de gema, já se estão a preparar para, mais cedo ou mais tarde, voltarem ás montanhas e desencadearem a guerrilha. E eu pergunto: -irão eles fabricar armas?..ou irão lutar sem elas? (ponto de interrogação). Quem ler isto, ainda vai pensar que, o autor desta crónica é pró indonésio ou antidemocrata... mas não…sou apenas uma pessoa que defende a verdade e a justiça, sou pelos timorenses mas pelos justos e que não acredito nos governos ocidentais, que se dizem, democráticos, quando a democracia é corrupção, subornos, direitos a drogas legais, julgamento de pedófilos que dão em aguas de bacalhau, quatro anos ou menos para os pais que violem ou estrangulem uma criança, maiores e melhores direitos para classes sociais altas, etc. etc.
A ONU é uma plataforma. A ONU não tem poderes! Os Estados Unidos da América é que impõem, o que lhes interessa, á ONU, e, são eles quem tem poderes sobre todos os países dos cinco continentes, por isso não acredito na ONU e nem em qualquer instituição. Vejamos o que se passou na Somália. Dirigentes da ONU foram apanhados a venderem armas aos guerrilheiros. Em Angola, negociavam droga e desviavam alimentos, de marca americana, que tinham sido doados para os carenciados, e vendiam-nos no mercado negro, violaram crianças. Também um Holandês que trabalha a desmantelar minas em Angola, nos arredores do Huambo, e que já desmantelou milhares de minas, a maioria fabricadas n’alguns países da Europa e um d’eles éra Portugal. Hoje em dia, as guerras têm uma marca registada “WAR OF USA” (Guerra da USA) e tenho ódio de todos os países que se aliam ou dão apoio a esta marca.
Em Dili há um homem que sempre ali viveu, é Bispo e chama-se Chiménos Belo, era um pastor que tinha o seu rebanho, nunca cheguei a saber o que é que ele fez para merecer o prémio Nobel da paz. Pois o que eu sempre vi n’ele é que era um padre católico que não queria deixar perder a posição da igreja n’aquele continente, visto que o que predomina no continente asiático é a religião muçulmana. Os Católicos são apenas um por cento e mais de metade estão n’aquela parte da ilha de Timor. Para não perderem a sua posição, os católicos davam apoio aos revoltosos e injustos da resistência armada. Este bispo, Chimenos Belo, tinha o seu rebanho e para o qual, ele foi traidor, pois mais tarde, como todos vimos, foi cobarde. Quando o seu rebanho mais precisava d’ele fugiu para Portugal, “deixando o rebanho entregue aos lobos”. Quando cá chegou, lamentando o que se estava a passar em Timor, disse: “As milícias mataram a madre Margarida, e que haviam, também, morto uns padres, dizendo mesmo o nome d’eles”. Mais tarde os jornalistas vêm dizer que os mesmos tinham aparecido, e que estavam refugiados nas montanhas junto dos seus rebanhos. A freira Margarida, acabou mesmo por dizer aos jornalistas: -Matar-me! não, a mim ninguém me mata, não, eu sempre respeitei eles e eles respeitam a mim. Esta é uma das provas de que os timorenses, milícias ou não, não matam quando se sabe respeitar e manter a imparcialidade, não é preciso fugir, como fez Chimenos Belo, porquê não juntar-se ao seu rebanho?
Numa entrevista feita ao pai de Xanana Gusmão, no seu relato, dizia: “Os meus conterrâneos que me perdoe mas, não são só as milícias que fazem barbaridades, os meus conterrâneos também as fazem”. Aqui se vê que a destruição não tem a ver com milícias ou não milícias, é a destruição feita pelos amigos do alheio que já há muito tempo viviam com esse desejo de, saquearem os pertences dos que trabalharam. Noutras semanas vimos jornalistas que falavam com pessoas que diziam: -Aqui as milícias mataram e queimaram! Como é que esses jornalistas sabem quando é que estão a falar com uma milícia ou não? Já se viu um comandante, das milícias, que esteve no aeroporto quando da chegada das tropas da INTERFET, acompanhou-os juntamente com os jornalistas, percorreram a cidade a verem a situação catastrófica em que se encontrava, e só souberam que esse indevido era comandante das milícias já ele tinha desaparecido. Mas há mais situações como esta, por exemplo; os jornalistas mostram e dizem: -Multidões descem agora das montanhas e vem para a cidade á procura das suas casas. Que provas tem esses jornalistas de que, estes são os proprietários d’aquelas casas? Já se viu em Angola, que os donos das casas fugiram á guerra, para vários países e os habitantes da selva foram invadir as propriedades alheias. Na realidade, essas casas, queimadas ou não, são dos que fugiram há matança cruel, e refugiaram-se em Timor indonésio porque o que estava acontecer é que os adeptos do CNRT vingavam-se queimando-as, porque as ideias, daqueles que se dizem serem das FALENTIL (Resistência) era escorraçar com os que trabalharam durante 28 anos e se apoderarem dos seus haveres. Aquelas cidades, de lindas casinhas e bonitos jardins, boas ruas com belos jardins, eram fruto da competência de homens que queriam ter uma vida digna com o fruto do seu trabalho. Eram homens que nem sequer se importariam se Timor era uma província indonésia ou teria que ser independente. Foram estes que se organizaram em grupos, a quem lhes chamara de milícias, para salvaguardarem as suas famílias e os seus bens e estão dispostos a enveredarem pela guerrilha a fim de reaverem o que lhes pertence!
Foram anos, que os parasitas refugiados nas montanhas junto de um insurrecto, Xanana Gusmão e com o nome de Resistência armada, lutaram com a finalidade de desapropriarem os que trabalharam. Mas agora iremos ver que essas lutas não irão ter termo, porque os desapropriados, a quem lhes chamam de milícias, irão enveredar pela guerrilha a fim de reaverem o que é seu e porque eles é que são os verdadeiros e fieis á pátria, não lacaios do imperialismo ocidental, como o são Chanana Gusmão, Ramos Horta e até o bispo Chiménos Belo. Dizia-me um timorense residente no meu concelho: -Deixai que saia a segurança internacional e vão ver a violência a regressar á minha terra.
Em todo este drama de Timor, e até o da Bósnia, Kossovo, Afeganistão, Iraque, etc. etc. A televisão arranja sempre a maneira de manipular os telespectadores mostrando o irreal. Vejamos por exemplo, uma correspondente de um canal português na Indonésia dizia: -Aqui as informações sobre o que vai acontecendo dia a dia em Timor-Leste não existem, é expressamente proibido serem captadas informações transmitidas pela CNN. O que se vê aqui são informações dadas pela Indonésia mas que são manipuladas, onde eles tentam mostrar imagens, como por exemplo, carros queimados com gente morta dentro d’eles e dizem que são soldados indonésios mortos pelos soldados da INTERFET. Será que esta manipulação de informação estratégica, não será uma cópia do modelo com que se serve a CNN e até mesmo, os canais portugueses? Quantas imagens vimos das atrocidades feitas no Kossovo pelos Jugoslavos e pelos Kossovares? Centenas. E quantas foram que vimos das atrocidades feitas pelos Albaneses (UCK) e pelos americanos? Nem uma! A televisão e os jornalistas não são imparciais.
No caso de Timor, a televisão que entrava nos nossos lares era sempre a mesma coisa, denegrir a imagem da Indonésia, por isso não lhes convinha mostrarem as mortes, roubos e distúrbios feitos pelos jovens das FALENTIL. Se calhar muito do que mostravam até era feito por esses jovens, que eram uma minoria mas que semeavam o terror, depois diziam que era a Indonésia. No caso do Kossovo, nunca nos mostraram as imagens das atrocidades feitas pelos Albaneses, conhecidos com a sigla de UCK, contra os Kossovares. Não vimos porque o aparato televisivo que se lá instalou era a CNN e como sabemos a CNN é a televisão do estado Americano (USA). Também como sabemos, os Albaneses são aliados do imperialismo Americano. Só quem conhecer bem a história de um país e acompanhar a politica do mesmo é que nota logo de que 90% do que a televisão nos mostra não é a verdade. E alguns jornalistas, apesar de tentarem encobrirem-nos as verdades, também passam por serem mentirosos. Ora vejamos um caso passado em Timor; Um jornalista, bem conhecido das transmissões da RTP, disse após ter chegado cá, que “o que mais o marcou naquela guerra, havia sido uma mulher, que aninhada no chão dera á luz um filho, no meio da multidão que se refugiavam numa escola. Ele aproximou-se dando-lhe ajuda e lhe perguntou se já tinha nome para o menino”. Ela respondeu: -“não!..Você quer dar o nome?”. E o jornalista disse: -“Chamar-se-á Pedro que é o nome do meu pai”. A mãe respondeu: -“Pedro Unamet”. Isto porque nascera nas instalações protegidas pela tropa da UNAMET. Ora esta história teria passado por ser verdade se não fosse passados uns dias essa mesma mulher ao desembarcar com outros refugiados na Austrália, um jornalista australiano abordou-se dela e perguntou-lhe como se chamava o menino. Ela responde-lhe que se chamava Pedro Unamet. O jornalista pergunta-lhe, novamente, porque Pedro Unamet? A resposta foi de que o Médico que lhe fez o parto se chamava Pedro e era médico da tropa UNAMET. Qual destas duas historias é a verdadeira? São ou não são, alguns deles, uns inventores e mentirosos?
Ainda em Timor, vimos e revimos tanta e tanta vez as mesmas imagens de atrocidades cometidas, diziam, pelas milícias e pelos indonésios. E quantas vezes, vimos as imagens das atrocidades, cometidas pelos jovens das FALENTIL ou pelos Independentistas? Não vimos, mas se as vise-mos, segundo o que me contou o tal amigo Timorense, metiam horror. Pois é…em televisão, só comemos o que nos dão! Mais uma vez volto a dizer; não julguem que sou contra os timorenses e a favor da Indonésia! Não…sou apenas uma pessoa que tenho bastantes conhecimentos, desde 1970, dos problemas e injustiças praticadas em todos os conflitos a nível mundial e porque, também, já sofri na pele as injustiças cometidas por políticos e apoiada pela comunicação social, pois sou refugiado de Angola. A forma de deturpação de informação, pode levar a fomentar ainda mais esses conflitos.
Como é do conhecimento de alguns, os habitantes de Timor são de etnia malaia, isto porque antes da era Cristã e até 1500 anos depois de Cristo, aquelas ilhas, hoje divididas pelos estados de Filipinas, Malásia e Indonésia, pertenciam todos ao mesmo Império. Primeiro foi Budista, depois Hinduísta e já no século 14 foi islamista. Em 1511 chegaram os portugueses que ocuparam vários pontos d’aquelas ilhas. Foram expulsos pelos holandeses, somente continuaram em Timor-Leste que tiveram que reconquistar em 1566. Os holandeses resolveram, já na década de 1940, saírem d’aquele continente, reconhecendo assim, a Republica da Indonésia que ocupa as ilhas da Sonda e Sonda Menor. Portugal continuou com um pedacinho na Sonda Menor, como já o disse. Historicamente, as Sondas são territórios do povo malaio e foram os Holandeses e Portugueses que dividiram este povo. Por esta razão, penso eu, que este pedacinho (Timor) pertence a este povo (Malaios) e todos eles fazem parte do Império Indonésio.
Basílio Araújo, comandante das Milícias e refugiado em Timor Indonésio dizia, e bem: -Timor não precisava de referendo, se não fossem os portugueses, que em tempos, nos dividiram, e, já na década de 1970, foi a igreja Católica, quem ainda mais, nos dividiu. Esta guerra era evitada, mas a igreja Católica é que deu origem a tudo o que se passou em Timor, porque tem medo de perderem as suas posições se Timor fosse Indonésio. De facto ele tinha razão, porque, como sabemos, o que predomina naquele continente asiático é a religião Muçulmana. Por todo o território Malaio, (Indonésia, Malásia, Singapura e Filipinas) 90% são Muçulmanos, os restantes são hindus, só 1% é que são Católicos e metade d’eles, vivem em Timor-Leste, porque os padres com o apoio do governo de Salazar, não deixavam livre a existência de outras religiões. Esta religião sempre aceitou qualquer forma de governo politico, o importante é que esse governo a apoie e lhes dê liberdade de existência, basta ver que sempre que existe o envio de soldados para a frente de batalhas, esta religião benze os carros de guerra, os soldados e até vai com eles um padre. É lamentável! Estas não são regras Cristãs! Vejam, em Portugal, até foi um Padre, Victor Milícias, o escolhido para ser o canalizador do capital que seria enviado para Timor. Mas porque um Padre? Não foi Jesus Cristo quem ensinou que não se deve fazer nada por dinheiro e não se deve pactuar com as politicas dos homens? Mas esta religião é, sem sombra de dúvida, a história do lobo vestido com pele de carneiro. Fazem e inventam tudo só por dinheiro. Em Portugal, são a maior empresa!
Basílio Araújo dizia ainda: -A vitória em Timor foi uma vitória da igreja Católica, mas pedia a Roma e aos Padres, em Timor, que abandonassem a politica.
Ainda em Timor-Leste, viu-se um soldado Indonésio, nascido e natural d’aquela ex-colónia portuguesa, dizer: -Aquela casa que arde, não fomos nós quem a incendiou, são as populações civis, que estão incendiando tudo uns aos outros. Ali vivia uma comunidade de integracionistas e os independentistas queimaram-lhes as casas. Também há integracionistas que incendeiam as casas aos independentistas. Todos eles são timorenses, nasceram aqui, e isto, são lutas de comunidades rivais. Nós, os soldados não temos ordens para queimar ou destruir nada, não nos metemos nos problemas do povo. Não quiseram a Indonésia, agora que se defendam!
O bicho homem, é o pior ser que apareceu no planeta terra. Há pouco tempo um representante da UNITA (União Nacional para a Independencia de Angola) em Portugal disse, quando lhes fizeram uma entrevista de que, o movimento do “Galo Negro” continua a comprar, quanto armamento quer, e que a compra é feita aos generais do Governo Angolano. Também ainda, á dias, a UNITA lançou uns mísseis contra um avião do PAN “Aviões que transportam alimentos e medicamentos para os deslocados de Guerra”, porque já estavam informados, de que, transportava militares do Governo. Esta é a autentica realidade de uma das situações ilícitas que se vive em Angola.
Já se passaram alguns meses, depois da retirada da Indonésia, estamos em Maio de 2006 e em Timor a revolta regressou e eu pergunto: A Indonésia continua lá? Havia, ou não havia razão quando muitos, tal como eu, dizíamos de que, o problema não era a ocupação feita pela Indonésia? A instabilidade recomeçou, a resistência armada, em Timor-Leste sobreviveu, durante a ocupação da Indonésia, graças a países que estavam interessados no ouro negro. Com o apoio da comunidade internacional, conseguem fazer sair a Indonésia. Os timorenses iludiram-se, com as promessas das Comunidades Internacionais e ficaram á espera de conseguirem serem Independentes, e donos das riquezas construídas por outros, só que o tiro saiu-lhes pela culatra e neste momento quem se ri com tudo, são os Indonésios, pois o povo continua revoltado por sentirem que foram traídos. Os Timorenses estavam bem era integrados na Indonésia pois a maioria são parasitas e querem viver á custa de outros. Para alem disso, tal como sempre defendi, nenhum país tem de andar a intermeter-se em outros. Em portugal, acabou-se com o fascismo e não foi preciso de outros países. Deixem que se desembrulhem como poderem cada país, com suas politicas e crenças que teem. E por tudo isto, volto a repetir "Eu queria ser sellvagem".

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